sábado, 9 de janeiro de 2016

Trípoli, mais bonita que Dubai


Três meses antes do início da guerra da guerra de ocupação da Líbia, ao percorrer de carro a distância entre o aeroporto e o hotel em Trípoli onde ficaria hospedado ao lado de outros companheiros latino-americanos, observei diversos edifícios novos, com arquitetura modernista e arrojada. Eram vários edifícios, imensas construções nas principais ruas e avenidas de Trípoli.

Ainda no aeroporto, pude ver as construções do novo aeroporto de Trípoli, que viria a ser o aeroporto mais bonito e mais moderno do mundo, construído por uma construtora brasileira, não fossem as bombas da OTAN a serviço dos estados Unidos da América que abortaram a construção.

Falei com o nosso motorista que no prazo de um ano havia muitas construções na cidade, que não parecia a mesma cidade de um ano atrás.

O jovem motorista, geralmente um voluntário dos Comitês Revolucionários, disse que não era por acaso. Que havia uma decisão do governo de investir pesado em construção civil e turismo. Disse que muitas empreiteiras estrangeiras estavam investindo em Trípoli, construindo grandes projetos urbanísticos que modificariam a cidade nos próximos anos, fazendo com que Trípoli rivalizasse com Dubai em termos de beleza e destino turístico.

A ideia poderia parecer um pouco exagerada, mas fazia sentido, afinal, Trípoli estava muito mais próxima dos europeus, há apenas 1 ou 2 horas da Itália, fazendo com que os turistas europeus economizassem no transporte aéreo ou marítimo. E as belezas naturais de Trípoli são muito superiores às de Dubai.

Ao saber dessa decisão do governo líbio, com certeza as monarquias árabes manifestaram preocupação. A capital da Líbia tem todos os atributos e belezas naturais necessárias. Infraestrutura moderna, saneamento, água potável do Grande Rio Verde, belíssimas praias, sítios arqueológicos inexplorados ou conservados, segurança, e o melhor IDEH do continente africano.

Meses antes Saif al Islam Kadafi havia apresentado a investidores europeus um megaprojeto turístico chamado Projeto Montanha Verde, um projeto futurista que colocaria a Líbia em primeiro lugar nos destinos turísticos entre os países árabes, aproveitando as ruínas romanas da cidade de Cirene, além de outros espaços balneários onde os imperadores romanos passavam as férias séculos atrás, desfrutando das melhores praias do continente.


As monarquias árabes ficaram preocupadas com os novos projetos da Jamahiriya Árabe Popular Socialista Líbia, afinal, como os Estados Unidos da América permitiriam que um país considerado inimigo dos imperialistas e sionistas lucrasse com a indústria de turismo em um mundo unipolar? Não eram eles, os Estados Unidos da América, os donos do mundo? Como poderiam permitir que um país inimigo vencesse a guerra pelo turismo no mundo árabe?

Este foi mais um dos motivos que levaram o governo dos Estados Unidos da América a arquitetar a guerra para destruir a Líbia e assassinar seu líder, Muamar Kadafi.

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Este texto é parte do livro que está sendo escrito por José Gil sobre a Líbia kadafista.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Muamar Kadafi, um homem maior que o seu tempo


Nestes tempos de governantes medíocres como Bushs, Obama, Sarcozy, Cameron, Berlusconi, Hollande, imperialistas ensandecidos que tripudiam na mídia mercenária, verdadeiros lobos disfarçados de cordeiros na mídia sionista e criminosa, relembrar de Muamar Kadafi é reconhecer que ele sempre foi um homem acima do seu tempo.

O pequeno beduíno nascido em Sirte, cujo avô – sua fonte de sabedoria – morreu lutando contra o colonialismo italiano, assistiu o pai e o tio serem presos por fascistas italianos, e desde os 12 anos bebeu da fonte das palavras de Gamal Abdel Nasser, o líder egípcio que pregava no nacionalismo árabe e a luta sem trégua ao estado artificial de Israel. Kadafi fez os estudos secundários na cidade de Sabha, onde, em 1956, formou, junto com três colegas, a primeira célula de seu futuro movimento revolucionário, que tinha como objetivos apoiar o programa pan-árabe de Nasser e, a longo prazo, derrubar o rei Idris I, um fantoche do imperialismo anglo-americano. Naquele mesmo ano participou de protestos anti-israelenses durante a Crise de Suez.

Os integrantes daquela primeira célula decidiram seguir carreira militar para futuramente articular um levante militar. Cada um deles iria formar uma segunda célula com mais três integrantes, que, por sua vez, também formariam novas células, e assim progressivamente. Para garantir a segurança do movimento, cada revolucionário somente conhecia os integrantes e as atividades das duas células das quais participava. No início de outubro de 1961 organizou uma manifestação de jovens em apoio à guerra de independência da Argélia, que teve também conteúdo antimonarquista, o que resultou em sua prisão e expulsão da cidade. O jovem líder concluiu o ensino secundário em uma escola de Misrata, onde criou uma nova rede de células revolucionárias, e naquela cidade também foi elaborado um código secreto para proteger a comunicação entre os líderes das diferentes células da repressão policial. Para evitar a repressão, a organização se apresentava como um grupo de debates sobre Nasser e de atividades antisionistas, ocultando o objetivo de derrubada da monarquia.

Após o término de seus estudos secundários, Kadafi iniciou a carreira militar. Integrou a Academia Militar de Benghazi, segunda principal cidade do país, e também estudou na Real Academia Militar de Sandhurst, na Inglaterra. Relatos da época informam que Kadafi se recusava a vestir roupas ocidentais, sendo discriminado ao caminhar pelas ruas com sua túnica árabe. Altivo, seguro, jamais baixou os olhos diante dos colonialistas ingleses, chegando a enfrentar policiais que tentaram amedronta-lo. De volta à sua terra natal, liderou oficiais na revolução Al Fateh que libertou a Líbia da monarquia do Rei Idris I, criando a Jamahiria Árabe Popular Socialista Líbia, considerada a “jóia da África”.

A Líbia kadafista era o país com o maior IDH e melhores condições de vida de todo o continente africano, incluindo de países como Brasil, Rússia e Argentina, entre muitos outros. Kadafi investiu fortemente na educação do seu povo. O país tinha o menor número de analfabetos do mundo árabe e da África. Em 1981 Anthony Quinn, Oliver Reed, Rod Steiger, Irene Papas, John Gielgud, Raf Vallone, Sky Dumont, Gastone Moschin e Adolfo Lastretti foram convidados a filmar na Líbia um clássico da cinematografia mundial, “Omar Moukhtar, o leão do deserto”, mostrando a luta do povo líbio contra o domínio italiano. Kadafi, com este filme, conseguiu mostrar ao mundo as atrocidades dos italianos na Segunda Guerra e o heroísmo do povo árabe líbio.

Nos anos que se seguiram Omar Moukhtar foi estudado nas escolas líbias, como se Kadafi pressentisse um fim igual ao dele, lutando pela libertação de seu país diante de forças militares muito superiores. Três meses antes do início da guerra de ocupação da Líbia pelos EUA/Otan, estive na Líbia e vi diversos painéis pelas ruas com fotos de Omar Moukhtar. Kadafi pressentia e se preparava para morrer lutando, exatamente como fez o “Leão do deserto”. A rica Jamahiriya Líbia enviava médicos, dentistas e medicamentos a diversos países africanos, para auxiliar na luta contra a pobreza e a miséria. Apoiava movimentos revolucionários que lutavam por libertação em diversos países do mundo. Tudo isso contrariava os planos terroristas dos governos dos EUA, Inglaterra, França e Israel, empenhados em submeter as nações para roubar suas riquezas naturais. Por isso a Líbia foi bombardeada duas vezes durante o governo da Era das Massas (Jamahiriya). Mas seu povo resistiu heroicamente.

Para destruir o governo das massas, para assassinar Kadafi, o governo dos Estados Unidos da América precisou recorrer à Otan, uma organização mafiosa que reúne governos fantoches do imperialismo e do sionismo. Convidado a se refugiar em diversos países, Kadafi sempre se recusou a abandonar seu povo e morreu lutando pela libertação da Líbia. Fosse Kadafi um ditador, como a imprensa mercenária ocidental apregoa, ele jamais teria tomado as posições que tomou em defesa da revolução mundial e do seu povo. Os monarcas árabes que destinam as riquezas de seus povos ao luxo, egoísmo, prostituição e traição ao povo árabe, são aliados dos imperialistas e sionistas, e jamais foram atacados pelos governos dos EUA, Inglaterra, Israel e França. A traição é bem recompensada neste mundo governado por líderes medíocres. Muamar Kadafi era um homem acima do seu tempo, pensava além do seu tempo, e como tal, não poderia sobreviver neste mundo governado pela mediocridade, covardia e traição dos imperialistas e sionistas.

José Gil

sábado, 1 de agosto de 2015

Kadafi e a Mauritânia


Sexta-feira.
Durante visita à Livraria do Chain em Curitiba para encontrar alguns livros sobre o império persa, encontro um professor da Mauritânia. O livreiro Chain nos apresenta e fala que temos algo em comum, a admiração por Kadafi da Líbia. O pequeno país africano, com pouco menos de 4 milhões de habitantes, é uma república islâmica. Passamos a conversar e ele me contou a seguinte passagem: “Nas proximidades de Nouakchott, a capital da Mauritânia, havia uma faculdade de agricultura que trazia muitos benefícios aos pequenos e médios camponeses da região. O projeto era ambicioso mas faltava recursos financeiros. O então presidente Mohamed Ould Abdel Aziz visitou a Líbia e teve um encontro com Muamar Kadafi. Falou sobre a situação da faculdade e disse que o país não tinha condições de arcar com as despesas da escola que estava sendo ampliada, algo em torno de 1 milhão de dólares anuais.

Kadafi ouviu as explicações, viu fotografias da faculdade e dos agricultores beneficiados, e disse o seguinte: - A Jamahiriya Líbia vai doar à faculdade hoje 10 milhões de dólares, para bancar a ampliação em andamento, e vai doar 1 milhão de dólares anuais para manter a faculdade.

E a palavra de Kadafi se cumpriu integralmente, e enquanto ele viveu, a faculdade foi beneficiada, retirando centenas de agricultores do atraso.” Falei a ele sobre as dezenas de projetos que a Jamahiriya Líbia patrocinava, levando alimentos, remédios, médicos e dentistas às nações mais pobres da África. Este relato ilustra a realidade da Jamahiriya Árabe Popular Socialista da Líbia. Um pequeno país rico em petróleo que usava sua riqueza em benefício de seu povo e do continente africano.

Fosse Kadafi um monarca como os sauditas ou kataris, que usam suas riquezas para ostentar luxo e patrocinar terrorismo, talvez estivesse vivo, gozando do apoio dos governos ocidentais imperialistas, e da imprensa ocidental mercenária. Mas, como Kadafi era um homem honrado, generoso, honesto, caiu em desgraça diante das forças que dominam o mundo.

A Líbia de Kadafi, a Jamahiriya Árabe Popular Socialista da Líbia, era uma jóia não apenas do mundo árabe e da África, mas de todo o mundo. Um pequeno e valente país que deu exemplos a toda a humanidade, e por isso pagou um preço muito alto. Hoje o país foi destruído pelos militares da OTAN (governos dos EUA, França, Inglaterra, Israel, Canadá, entre outros).

Uma destruição programada para permitir que as riquezas da Líbia - petróleo e gás – sejam saqueadas pelos países citados. Entretanto, como dizia Kadafi, “o deserto é fértil”, e um dia um novo Kadafi surgirá das areias do deserto para empunhar sua bandeira e continuar a luta por liberdade, justiça, honra e soberania.

José Gil

terça-feira, 7 de abril de 2015

Gadaffi y su ayuda a la Argentina durante la Guerra de Malvinas


Revisionismo Historico Argentino Gadaffi y su ayuda a la Argentina durante la Guerra de Malvinas El acuerdo se firmó el 27 de mayo de 1982 entre el presidente Galtieri y el brigadier Mustafá Muhammad Al Jarrubí. La “odiosa agresión imperialista británica”, frase incluida en el acuerdo, motivaron la entrega de estas armas al régimen de Galtieri: 15 misiles aire-aire 530 IR 5 misiles aire-aire 530 Radar 20 misiles aire-aire 550 20 motores de misiles aire-aire 550 80 RPG 7 o similar 10 morteros de 60 mm 10 morteros de 81 mm 492 proyectiles de mortero de 60 mm 498 proyectiles de 81 mm 198 proyectiles de iluminación de morteros de 81 mm 1000 bombas iluminación de 26,5 mm 50 ametralladores calibre 50 49.500 proyectiles calibre 50 4000 minas antitanque 5000 minas antipersonales.

En carta del 14 de junio de 1982, Galtieri agradeció al líder libio Khadafi (ó Gaddafi, Kadafi, Khadafi, Gadafi,) la ayuda de las autoridades de Trípoli. Galtieri reconoció la ayuda en una entrevista que le realizara Juan Bautista Yofre el 29 de julio de 1982 para Clarín. Lo anterior es lo basado en informes periodísticos, lo que sigue es lo visto: Durante la Guerra de Malvinas la I Brigada Aérea de El Palomar recibía aviones de carga peruanos, ecuatorianos y de otros países amigos trayendo material bélico. De Perú llegaban los misiles tierra-aire soviéticos SAM 7 en su Hércules L-100.

Los venezolanos suspendían la compra de los aviones Bae Hawk a Gran Bretaña en solidaridad con Argentina. Para esos días el Boeing 707 TC-91, el avión presidencial comprado por Isabel y afectado a transporte militar, realizó varios vuelos a Libia en busca de armamento. Se decía que iban con caballos.

En la carga, no al timón, claro. La descarga a su regreso se producía en la plataforma de la base y allí se alineaban los contenedores verdes de los misiles 550 y 530 franceses de los aviones Mirage. En cada uno de ellos colgaba una etiqueta amarilla. En ellas estaba preimpresa la firma de Khadafi. Luego se embarcaban en aviones de Aerolíneas Argentinas y Austral rumbo al sur.

Mientras desembarcaban los ingleses en San Carlos, en esos días tan extraños que fueron, los de Clase 1963, no podíamos dejar de sentir profunda simpatía y agradecimiento hacia ese africano.

domingo, 8 de março de 2015

Muamar Kadafi, a estrela que jamais deixará de brilhar


Muamar Kadafi nasceu em 7 de junho de 1942, numa família de beduínos, em uma tenda no deserto líbio, próximo à cidade líbia de Sirte (norte).

Durante sua vida, manteve contato com beduínos comerciantes que viajavam pela região de Sirte, com quem adquiriu e formou suas precoces posições políticas, adquirindo livros e publicações árabes progressistas. Kadafi nasceu em berço de guerreiros. Muitos de seus familiares tombaram lutando ou foram presos na luta contra o colonialismo italiano, liderada por Omar al-Mokhtar. O avô de Kadafi, que o tratava como um dos netos prediletos e mais queridos, foi morto em combate. O pai e o tio de Kadafi foram prisioneiros dos italianos.

Aos 10 anos de idade, Kadafi chamava a atenção por saber ler e escrever corretamente, e por passar grande parte do seu tempo meditando no deserto ou lendo os livros que tinha acesso através das caravanas de beduínos do deserto. Seu pai, um pastor de camelos, compreendia que o filho tinha uma inteligência incomum, e investiu suas magras economias para colocar o filho em uma escola internato na cidade de Sirte.



Aos 12 e 13 anos ouvia pelo rádio os discursos do líder egípcio Gamal Abdel Nasser, que chamava os povos árabes à unidade política (pan-arabismo) e defendia a causa palestina, o que o ajudou a adquirir uma precoce consciência política. Mesmo criança, Kadafi compreendia a verdade nas palavras de Nasser, e passou a admirá-lo e a estudar seu pensamento, tornando-se um de seus seguidores desde a infância – com quem no futuro iria se encontrar e seria chamado por Nasser de “meu filho”.

Kadafi prosseguiu em seus estudos, cursando o secundário na cidade de Sabha, onde, em 1956, formou, junto com três colegas, a primeira célula de seu futuro movimento revolucionário, que tinha como objetivos apoiar o programa pan-árabe de Nasser e, a longo prazo, derrubar o rei Idris I, um rei fantoche dos interesses norte-americanos, ingleses e norte-americanos na Líbia. Naquele mesmo ano participou de protestos anti-israelenses durante a Crise de Suez.

Os integrantes daquela primeira célula decidiram, após sucessivas reuniões, que a melhor forma de defender o povo seria se infiltrando nas Forças Armadas, seguir a carreira militar para no futuro organizar uma revolução popular com apoio de militares. Cada um dos membros de sua célula revolucionária iria formar uma segunda célula com mais três integrantes, que, por sua sua vez, também formariam novas células, e assim progressivamente. Para garantir a segurança do movimento, cada integrante somente conhecia os integrantes e as atividades das duas células das quais participava. No início de outubro de 1961 organizou uma manifestação de jovens em apoio à Guerra de Independência Argelina, que teve também conteúdo antimonarquista, o que resultou em sua prisão e expulsão da cidade.

O jovem líder Muamar Kadafi concluiu o ensino secundário em uma escola de Misrata, onde criou uma nova rede de células revolucionárias, e naquela cidade foi elaborado um código secreto para proteger a comunicação entre os líderes das diferentes células da repressão e infiltração policial. Para evitar a repressão, a organização se apresentava como um grupo de estudos sobre o pensamento de Gamal Abdel Nasser e de atividades antisionistas, de apoio à libertação da Palestina, mas o eixo central era a luta contra a monarquia que empobrecia o povo líbio para enriquecer os estrangeiros que ocupavam – com diversas bases militares – a Líbia. Após o término de seus estudos secundários, Kaddafi iniciou a carreira militar. Integrou a Academia Militar de Benghazi, segunda principal cidade do país, e também integrou a Real Academia Militar de Sandhurst, na Inglaterra, considerada a melhor academia militar inglesa,m onde estudaram, entre outros, Winston Churchill, Abdullah II da Jordânia, Qaboos bin Said Al Said e, mais recentemente, os príncipes William e Harry deGales. Como estudante Kadafi não se enquadrava nos interesses britânicos. No lugar de defender as guerras colonialistas da Inglaterra na África, Kadafi as denunciava e retrucava os argumentos dos professores nas salas de aulas. Ele formou células revolucionárias para defender a Líbia e se recusava a usar roupas ocidentais. Chegou a ser preso por se recusar a usar roupas ocidentais, mas foi liberado em seguida.

Ao regressar à Líbia, o nome de Kadafi era conhecido como o de um jovem revolucionário, nacionalista, líder de um movimento na luta pela libertação do país. No ano de 1969 o governo do rei Idris I passava por uma crise de impopularidade, pois grandes quantidades de petróleo líbio estavam sendo entregue aos Estados Unidos e Europa, sem trazer nenhuma melhoria ao povo árabe líbio. O movimento revolucionário criado por Muamar Kadafi decidiu então deflagrar a revolução libertadora em 1º de setembro de 1969. Atendendo a convocação de Kadafi, o povo líbio saiu às ruas, com o apoio dos militares líbios integrantes das células revolucionárias. Cercaram todas as bases militares estrangeiras em Trípoli (onde na época os EUA tinha sua maior base militar no estrangeiro) e deram prazo de 24 horas para que todos retornassem aos seus países de origem. Ao mesmo tempo em que cercavam o palácio do rei Idris I, que fugiu com o apoio de militares europeus e norte-americanos.

Aos 27 anos de idade Muamar Kadafi liderava uma revolução libertadora para colocar a Líbia entre as nações de destaque no mundo, deixando de ser mais uma colônia de potências estrangeiras com monarcas fantoches de governos estrangeiros. O líder Gamal Abdel Nasser, uma liderança mundial naquela época, manifestou apoio ao novo governo da Líbia, liderado pelo coronel Muamar Kadafi. Nos anos que se seguiram Kadafi construiu uma nação sólida e soberana. Retirou o povo líbio da miséria e do atraso educacional e tecnológico. A Líbia chegou a ser o país com maior IDH da África, comprovando que ele lutava para melhorar a qualidade de vida do povo líbio. Kadafi sabia que não bastava libertar a Líbia, porque as potências estrangeiras estavam unidas e tentavam esmagar a revolução líbia, por isso ele apoiou e financiou diversas revoluções libertadoras em diversos países. Foi o maior financiador da luta de Mandela contra o apartheid na África do Sul e da revolução Sandinista na Nicarágua.



A estrela do deserto, Muamar Kadafi, brilhava não apenas nos desertos da Líbia, mas em toda a África e Oriente. E dessa forma ele foi convidado a participar de reuniões e conferências no Cairo, onde o líder Gamal Abdel Nasser reunir as maiores lideranças árabes daqueles tempos com o objetivo de fazer vencer o pan-arabismo, o movimento político tendente a reunir os países de língua árabe e de civilização árabe numa grande comunidade de interesses.: Hafez Al Assad da Síria, Yasser Arafat da Palestina, Nasser do Egito e Kadafi da Líbia.

No dia 25 de setembro de 1944 o governo de Gamal Abdel Nasser organizou no Cairo um conferência na qual estiveram presentes representantes do Egito, Iraque, Síria, Líbano e Transjordânia (Jordânia a partir de 1950). As conclusões do encontro traduziram-se na elaboração de um protocolo que visava aumentar a cooperação entre os países árabes. Esse protocolo ficou conhecido como Protocolo de Alexandria e foi assinado a 7 de outubro do mesmo ano, que propunha a formação de uma Liga de Estados Árabes. A Liga daquela época era o oposto da liga atual, onde as monarquias árabes fizeram retroceder todos os ideais pan-árabes e submeteram os governos os interesses criminosos e terroristas de Israel e Estados Unidos.



Nesse contexto, Kadafi jamais traiu a causa de unificação dos países árabes na luta por seus interesses. Gamal Nasser morreu envenenado por agentes do Mossad e da CIA, a exemplo de Yasser Arafat. Hafez Al Assad morreu de morte natural após passar toda sua vida lutando contra os inimigos dos povos árabes. Muamar Kadafi morreu no campo de batalha, lutando heroicamente contra a coalizão das maiores potências do planeta. O governo dos EUA, França e Inglaterra utilizaram a OTAN para atacar a Líbia e destruir o país mais próspero da África e do mundo árabe.

A Líbia que havia erradicado a pobreza e o analfabetismo, que havia levado água ao deserto através do Grande Rio Artificial, que levava médicos, dentistas e remédios para vários países africanos, teve sua infraestrutura destruída pelas bombas da OTAN e seus cúmplices sanguinários.

Hoje o país enfrenta falta de alimentos, água e gasolina, embora seja um dos maiores produtores de petróleo no mundo. Militares norte-americanos, ingleses e franceses ocupam poços de petróleo para roubar sua produção com a desculpa de “despesas de guerra”. As armas despejadas em abundância pela OTAN no território líbio fomentam o contrabando de armas e o surgimento de grupos criminosos e terroristas. Hoje o que se vê na Líbia é caos e desolação, mas a estrela do deserto, Muamar Kadafi, continua brilhando, iluminando a todos com seu exemplo de honradez, valentia e dignidade, para iluminar os caminhos dos futuros combatentes por uma Líbia livre e soberana.

José Gil

sábado, 3 de janeiro de 2015

Mataram nosso amigo Kadafi, e os motivos são muitos

Diariamente leio artigos na imprensa e na internet sobre os motivos que levaram o governo dos EUA e seus fantoches a assassinar o líder Muamar Kadafi, a destruir a infraestrutura da Líbia, matar mais de 200 mil pessoas em uma população de 6 milhões de pessoas, e obrigar meio milhão ao exílio forçado. A Líbia sofreu um crime de guerra, um crime contra a humanidade. Destruíram um país para que os políticos e militares norte-americanos, ingleses e franceses tivessem acesso a mais champagne e caviar. Para que o contribuinte norte-americano continue financiando uma máfia que atende pelo nome de indústria bélica, responsável pela corrupção de políticos e imprensa ocidental.
A imprensa ocidental e suas agências de notícias apoiaram desde o início essa tragédia humana. Atacaram – como hienas – o líder Kadafi, para que a opinião pública mundial ficasse anestesiada diante dos bombardeios que se seguiram. Bombardearam casas, edifício residenciais, escolas, hospitais, asilos etc. Miravam em tudo que se movia. Destruíram até mesmo a canalização do Grande Rio Artificial que levava água para aldeias e cidades, irrigando o deserto. Todos os crimes foram cometidos. Derramaram o sangue de milhares de inocentes. As maiores potências bélicas mundiais se uniram, de forma covarde, para bombardear um pequeno país de 6 milhões de habitantes. Covardes, canalhas e assassinos. Governantes de merda, a serviço da indústria bélica e do roubo descarado do petróleo líbio. Raras foram as manifestações contra a guerra de ocupação da Líbia, jamais publicadas na grande imprensa mercenária. Hoje a Líbia está destruída por grupos terroristas, movimentos financiados pela CIA, extremistas financiados pela Arábia Saudita, contrabandistas e traficantes de drogas e de armas.
A situação é tão grave e caótica que o presidente da Nigéria, Mahamadu Isufu, está pedindo uma intervenção internacional para salvar a Líbia. Ora, outra intervenção internacional? Não bastou uma para destruir o país? Aqueles que destruíram a Líbia (governos dos EUA, Inglaterra e França) estão satisfeitos com a destruição, estão roubando petróleo líbio com a desculpa de “pagar despesas de guerra”. Incrível. Os criminosos invadem, destroem e saqueiam o país, e ainda mandam a conta? Maldito criminosos, covardes e canalhas. O nosso amigo Muamar Kadafi (amigo dos povos livres, amigo de todos aqueles que lutam por libertação em qualquer parte do mundo) foi covardemente assassinado. Deu exemplo de coragem e valentia o nosso “Leão do Deserto”. Mesmo quando ele viu a derrota consumada, seguiu para sua cidade natal, Sirte, onde morreu lutando contra traidores e mercenários.
Nosso amigo Kadafi que financiava movimentos revolucionários em todas as partes do mundo. Nosso amigo que construiu o Exército Internacionalista para treinar e armar combatentes que lutaram decisivamente na África do Sul contra o apartheid, na Nicarágua, no Chade, em muitos outros países. Fosse Kadafi um governante como os monarcas árabes (que usam a riqueza do petróleo para iates e palácios) ou os políticos ocidentais corruptos, a imprensa ocidental estaria até hoje elogiando e festejando mais um governante a serviço dos dois cânceres do mundo: o imperialismo e o sionismo. Nosso “Leão do Deserto”, nosso segundo Omar Moukhtar, é imortal porque deixou sua história gravada em sangue, na luta pela verdade, pela justiça e libertação dos povos, enquanto Obama, Sarkozy, Cameron, não passam de lixo humano a serviço da morte e da destruição dos pequenos povos e nações. Quando escrevo “amigo Kadafi” relembro a primeira vez que o vi, pessoalmente, em uma grande tenda árabe em Trípoli, a beira-mar, em um jantar com lideranças revolucionárias de diversos países. Centenas de convidados – entre jornalistas, sindicalistas e lideranças – sentavam-se em grandes tapetes para ouvir o discurso de Kadafi sobre os malefícios para a humanidade causados pelo imperialismo, sionismo e fascismo. Seus olhos brilhavam de fervor quando falava sobre libertar os povos. Estava entre amigos, sem protocolos, sem pompas. Era apenas mais um amigo na construção de um mundo melhor para todos. O tempo passou e Kadafi construiu o país mais próspero da África, o melhor IDH, a melhor educação e saúde gratuitas. Um exemplo para todo o mundo. Um exemplo que precisava ser destruído pelos inimigos da humanidade, os países que – como vampiros ou sangue-sugas – sobrevivem às custas do sangue e das riquezas dos pequenos povos e nações: Estados Unidos da América, Inglaterra e França. Kadafi, abençoado por Deus, parecia vencer o próprio tempo. Ele participou da luta de Gamal Abdel Nasser pela libertação do Egito e construção do pan-arabismo. Abraçou a luta da Nicarágua Sandinista. Apoiou e esteve com Hugo Chávez. Financiou a luta e a guerra de guerrilhas contra o apartheid na África do Sul, sendo chamado de "irmão" por Nelson Mandela. Kadafi ajudou e apoiava Evo Moralez, entre muitos outros governantes e líderes espalhados pelo mundo, que lutavam contra os exploradores, sionistas e imperialistas. Muitos motivos são lembrados, entre os quais a construção da União Africana, o Banco da União Africana, a substituição do dólar nas transações comerciais, entre outras importantes decisões que contrariaram interesses criminosos dos Rotchildes e seus fantoches políticos. Contra Kadafi se uniram as potências imperialistas, o sionismo, os mercenários, os traficantes e contrabandistas de armas e drogas, enfim, a escória do mundo. Kadafi foi assassinado, mas Kadafi não morre. Será sempre lembrado por seu exemplo e suas palavras. O imperialismo e o sionismo jamais conseguirão apagar da história seus feitos e vitórias, sua honra e valentia. A morte pode ter levado seu corpo, mas ele está conosco, até a vitória final. José Gil

sábado, 10 de maio de 2014

Encontro com Muamar Kadafi em 2002

O texto seguir é parte do livro "Encontro com Muamar Kadafi", publicado em 2002 na cidade de Curitiba, por José Gil de Almeida. Anualmente o membros do Movimento pela Democracia Direta se reúnem a nível de continente e a nível mundial. Neste ano de 2002, participaram do Brasil: José Gil, de Curitiba, e Armando Bragança, do Rio de Janeiro. Neste livro estou destacando as partes que considero mais importantes da viagem, uma vez que estender muito poderia ser cansativo para o leitor. Vivemos uma época de e-mails, rádio e TV, onde o tempo voa rapidamente, e a informação deve ser rápida e concisa.
Brasil- Holanda - Líbia A viagem a Tripoli pode ser feita em diversa rotas, passando por Madri, Zurique, Lisboa, Marrocos, Roma ou outras cidades, mas desta vez fizemos o trajeto Brasil – Holanda- Líbia. Depois de 11 horas de vôo de Guarulhos a Amsterdan, pela KLM, ficamos um dia e meio no aeroporto Schiphol e Amsterdan esperando o vôo de 4 horas da mesma KLM para Trípoli. Durante o tempo de espera, decidimos conhecer a cidade, e seguimos de metrô vate a Estação Central, onde mergulhamos em um mar de turistas das mais diversas nacionalidades pelas ruas e praças de Amsterdan. Fizemos o passeio de barco pelos canais, visitamos o bairro” Luz Vermelha”, museus e shoppings. No dia seguinte tomamos o vôo até Tripóli. Ao chegar ao novo aeroporto de Trípoli, totalmente reformado, com escadas rolantes e sistema de ar –condicionado , tivemos o impacto do clima ao deixar o aeroporto. Saímos de uma temperatura de 16° em Amsterdan para 40º em Tripóli, e isso aas 13 horas, quando as pessoas estão em casa fazendo sua “siesta”. Encontramos participantes do encontro de outros países, e seguimos em vans até o local do encontro, onde ficamos alojados, a Faculdade de Enfermagem, localizada em bairro residencial da cidade. Nosso alojamento tinha 4 camas e 4 guarda- roupas. Ficamos os dois brasileiros, um médico venezuelano e um professor equatoriano que já conhecíamos durante a participação no Fórum Social Mundial em Porto Alegre. Lentamente a faculdade foi sendo tomada por centenas de pessoas de todos os continentes, com roupas diferentes, e até dialetos africanos. Todos se saudavam com alegria e solidariedade, afinal, temos em comum a decisão de construir um mundo melhor para todos. Ficamos um dia descansado, em razão das diferenças de fusos horários, e só depois começou o encontro com palestras e debates entre todos os participantes. No auditório as palestras e debates foram transmitidas simultaneamente por diversos tradutores, através de equipamentos eletrônicos dos mais modernos e sofisticados. As delegações falavam de suas experiências de trabalho: rádios comunitários, jornais, livros, palestras, debates etc. Em comum á análise de que o planeta nunca esteve tão ameaçado quanto agora, sob o governo Bush. A vida na Terra está ameaçada porque um governo a serviço de uma elite capitalista deseja submeter e escravizar todos os demais povos do planeta, para seguir com sua economia predatória e supérflua, sacrificando as riquezas minerais dos povos e nações. O governo norte-americano pratica uma política suicida em termos de poluição ambiental do nosso planeta: são os maiores poluidores, e se recusama a dotar resoluções como as de Protocolo de Kioto pretende reduzir a poluição atmosférica.
Os alojamentos da Faculdade de Enfermagem são limpos, simples e funcionais. No café da manhã servem chá, café ou leite. Pão(sem bromato), manteiga geléia e frutas. No almoço e no jantar os pratos são seguintes: sopa, saladas, massa, cuzcuz árabe com carne de carneiro, frutas. Durante algumas noites um conjunto de música Líbia veio animar a festa dos participantes. Talvez influenciadas pelos costumes locais, as mulheres ficavam apenas observando e apenas as russas e latino – americanas dançavam com os demais. Pelas ruas vimos muitos campos de futebol, e algumas crianças e jovens com camisas da Seleção brasileira. E alguns bares, a fotografia de Ronaldinho na parede. The Second World – Wide R.C.M. Convention – Toward an International Jamahiri Movement – Trípoli, 14-19 September/2002 Os participantes do encontro, representantes de movimentos democráticos, pacifistas, ecologistas e pela democracia direta de 56 países tem em comum a decisão de propor mudanças estruturais em seus respectivos países, de forma pacífica e não violenta, através da conscientização popular da verdadeira democracia, a democracia direta, e não a democracia parlamentar, onde a população passa um ‘’cheque em branco’’ para os políticos legislarem em causa própria, na maioria das vezes. Os participantes do encontro, na maioria jovens, entendem que a verdadeira democracia é a democracia direta, fundamentada na construção de Congressos e Comitês Populares, onde o povo exerce o seu poder diretamente, porque, conforme esclarece o Livro Verde (www.libertarios.com.br) ‘’Nada pode substituir o povo: a representação é uma impostura.’’ O parlamento é a ausência do povo porque o sistema partidário fragmenta a sociedade em grupos de poder, partidos políticos, com imunidades especiais que não são concedidas à população. Somente o exercício do poder pelo próprio povo, através de Congressos e Comitês Populares, onde todos os cidadãos têm os mesmos direitos e deveres, é capaz de resultar na democracia da Era das Massas, conforme preconiza o Livro Verde. O encontro foi realizado em uma das Faculdades de Enfermagem de Trípoli, com a seguinte programação: Dia 14 (sábado) – 19hs – Sessão inaugural no auditório. Dia 15 (domingo) – 9:30hs – Conferência: ‘’A crise da democracia falsificada’’, por M. Hamed Ibrahim. Após a conferência, debate com os participantes. 14hs – Plenária entre os participantes, onde cada movimento pode expor seus problemas e avanços. Dia 16 (segunda-feira) – 9:30hs – Conferência: ‘’A Nova Sociedade Socialista’’, por Salah Ibrahim. Após a conferência, debate com os participantes. 14hs – Plenária entre os participantes. Dia 17 (terça-feira) – 9:30hs – ‘’Movimento Jamahiria – A Ideologia e o Estilo da Preparação’’, por Ramadan Al Beriki. Após a conferência, debate com os participantes. 14hs – Plenária entre os participantes. Dia 18 (quarta-feira) – 9:30hs – ‘’Movimento Jamahiria – A Efetividade e a Mudança’’, por Mustafá Al-Zaidi. Após a conferência, debate com os participantes. 14hs – Passeio turístico ao Museu de Trípoli, Praça Verde, Porto e avenidas da cidade. Dia 19 (quinta-feira) – 9:30hs – Plenária para redação e aprovação dos acordos e documentos finais do encontro. 14hs – Passeio turístico a cidade romanda de Magnos Leptis (200 aC).
EUA : uma nação governada por criminosos Durante os debates foram levantados dados importantes que mostram a verdadeira face do governo norte-americano: - O Tratado de Proibição de fabricação de Minas Terrestres não foi assinado pelo governo norte-americano em agosto de 2001. Os povos do Vietnã, Camboja, entre outros países, contemplam paisagens belíssimas que a natureza lhes deu, porém os campos estão semeados de minas terrestres que mensalmente causam vítimas entre a população civil, na maioria camponeses pobres que buscam no cultivo da terra o sustento de suas famílias. Os campos foram semeados com bombas, minas terrestres plantadas por soldados norte-americanos, na defesa de sua ideologia nefasta e perniciosa ao planeta. Os povos nativos buscam vida na terra mas na terra os norte-americanos semearam a morte, à longo prazo, e até os dias de hoje o governo norte-americano insiste nessa política cruel e terrorista. - O Protocolo de Kioto, para controlar a poluição ambiental e o aumento do clima no planeta, de 1997, foi declarado ‘’morto’’ pelo presidente Bush de março de 2001. - Em maio de 2001 o governo Bush se negou a participar da reunião com países da União Européia para discutir a espionagem de telefones, correios eletrônicos e fax (Programa Echelon), que transformam as concorrências comerciais em comédia, favorecendo de forma fraudulenta as empresas norte-americanas. - Recusou participar das conversações da Organização de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED) em Paris, em maio de 2001, para discutir formas de combater os paraísos fiscais offshore, e a lavagem de dinheiro do narcotráfico. - Não assinou o documento assinado por governantes de 123 nações proibindo o uso de minas terrestres, em fevereiro de 2001. - O governo norte-americano retirou-se da Conferência Internacional sobre Racismo, que reuniu 163 países em Durban, na África do Sul, para apoiar Israel, condenado por racismo contra os palestinos. - Mantém um embargo ilegal contra Cuba. As Nações Unidas aprovaram uma resolução em outubro de 2001 pelo fim do embargo à Cuba, através de votação com 167 países, e apenas 3 votos favoráveis ao embargo: EUA, Israel e Ilhas Marshall. - Não assinou o Tratado de Proibição de Testes Nucleares assinado por 164 nações, incluindo França, Inglaterra e Rússia. - Em 1986 a Corte Internacional de Justiça (de Haya) condenou o governo norte-americano por ‘’uso ilegal de força’’ na Nicarágua. Apenas um país votou em apoio aos EUA: Israel. - Em 1984 o governo norte-americano abandonou a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e deixou de contribuir financeiramente porque os participantes recusaram adotar apenas os informes das maiores agências de notícias do mundo: AP, UPI, AFP e Reuters. - Os EUA recusaram o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos das Nações Unidas, que proíbe a pena de morte para menores de 18 anos de idade. - Não assinaram a Convenção da ONU de 1979 que trata da Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher. Os únicos que não assinaram: EUA, Afeganistão, São Tomé e Príncipe. - O governo Bush se recusou a assinar a Convenção da ONU de 1989 sobre os Direitos das Crianças. Apenas EUA e Somália não assinaram. - A Convenção sobre Prevenção e Castigo de Crime de Genocídio, em 1948, não foi ratificada integralmente pelo governo norte-americano em 1988. - Os países que mais destinam recursos – em relação ao PIB – para obras sociais em outros países são: Dinamarca com 1,01%; Noruega com 0,91% e Holanda com 0,79%. Os piores países em solidariedade são: EUA com 0,1% e Inglaterra com 0,23%. - O governo norte-americano envia dinheiro apenas para fomentar golpes militares, golpes de estado, terrorismo e revoluções, como no caso da Venezuela, Nicarágua, El Salvador, Coréia do Norte, China e outros países. Também enviam doações milionárias para fomentar guerras e terrorismo na Palestina, Afeganistão e Colômbia. - O governo norte-americano não pratica – embora tenha assinado – a Convenção de Genebra e da Cruz Vermelha Internacional. Segundo denúncia Cruz Vermelha, o mulá Abdul Salam Zaeef foi assassinado sob tortura na Base militar norte-americana de Guantânamo em final de julho. A notícia só agora foi divulgada. A família do mulá pediu a intervenção da Cruz Vermelha. O mula Abdul Salam Zaeef foi embaixador do regime Taliban no Paquistão, e durante os bombardeios ao Afeganistão se transformou em porta-voz do regime Taliban. Ele foi preso no Paquistão por militares norte-americanos, que violaram o estatuto diplomático concedido por Islamabad, tendo sido transferido para a base militar de Guantânamo onde 598 prisioneiros afegãos e árabes estão presos, a maioria dos quais sofrendo torturas. Segundo Mary Robinson, do Alto Comissariado, o prisioneiro não foi reeleito no cargo de embaixador por Kofi Annan em função da oposição do governo norte-americano. Portanto, o governo norte-americano não honra sua própria assinatura, passa por cima dos direitos civis das pessoas, mata, assassina e tortura impunemente. - Desde o governo Nixon o governo norte-americano não está mais obrigado – como as demais nações do mundo – a ter reservas em ouro correspondente ao dinheiro emitido. Portanto, Estados Unidos da América é o único país do mundo que emite dinheiro à vontade sem nenhum controle, apesar dos déficit em suas contas. Esse dinheiro fabricado diariamente é utilizado para promover guerras e terrorismo em todas as partes do mundo, beneficiando a indústria bélica e o sistema financeiro internacional, visando extorquir e roubar as riquezas naturais dos povos e nações. Os ataques militares terroristas patrocinados pelos Estados Unidos ao Afeganistão e ao Iraque – ataques aéreos constantes na zona de exclusão, assassinando civis indefesos – visam apenas controlar o petróleo. No Afeganistão trata-se de trazer petróleo do Mar Báltico para o Golfo Árabe, e no Iraque, trocar o presidente para colocar em seu lugar uma marionete que obedeça fielmente a traiçoeira política norte-americana. Rio artificial: a maior obra do século "A imprensa ocidental é racista e está a serviço dos interesses hegemônicos norte-americanos’’. Esta frase pode parecer radical para os menos informados, mas é uma realidade, pelos seguintes motivos: 1 – Os jornais e canais de televisão do ocidente tem como fonte de informações as agências internacionais de notícias, principalmente a CNN. Ao comprar notícias das agências internacionais os meios de comunicação economizam dinheiro na contratação de jornalistas e correspondentes internacionais, porém, comprometem – em nome do lucro – a veracidade e a qualidade da informação divulgada: 2 – A CNN recebe incentivos e financiamentos do governo norte-americano (inclusive do narcotráfico no esquema Irã - contras) em troca da parcialidade de suas informações, ou seja, divulgam matérias favoráveis o norte-americano e desfavoráveis aos países e povos que não se submetem ao imperialismo; 3 – Os grandes anunciantes – empresas automobilísticas, refrigerantes, eletroeletrônicos, indústria farmacêutica etc – são fortemente subsidiadas pelos governos dos respectivos países capitalistas, que, por sua vez – além dos EUA – se submetem à política norte-americana. Por todos esses motivos as notícias que circulam no ocidente são controladas e manipuladas pelas agências de notícias internacionais, a serviço dos interesses políticos e hegemônicos norte-americanos. Dentro dessa linha, por exemplo, as notícias sobre os constantes massacres da população civil palestina por forças militares israelenses são manipuladas de forma a não chocar a opinião pública internacional. Quando os militares israelenses lançam mísseis sobre a população civil palestina, assassinando covarde e cruelmente crianças, mulheres, velhos, homens e mulheres, a notícia mostra a versão de Israel: ‘’de combate a focos terroristas’’. Ora, o israelense é o dos invasor da terra palestina, e promovem políticas de ocupação de territórios árabes, massacrando e assassinando a população nativa. Mas, a publicação da verdade, levaria a opinião pública mundial a marchar contra os israelenses e em solidariedade com os árabes palestinos, e isso não interessa ao governo norte-americano, cuja economia é dependente de guerras e de exploração dos recursos naturais dos povos e nações. Quantos órgãos de comunicação no ocidente noticiaram a maior obra de engenharia civil deste século, o grande Rio Artificial da Líbia? Nenhum! Raramente, alguma nota é publicada neste ou naquele jornal, mas sem nenhuma profundidade ou objetividade, sem nenhum compromisso com a verdade dos fatos porque não interessa à política norte-americana mostrar que um dos países denunciados por Bush como ‘’membro do eixo do mal’’, seja na verdade um país que está a serviço do seu povo, conquistando benfeitorias reais e concretas para o presente e o futuro. Portanto, você, eleitor, é um dos poucos privilegiados do ocidente a ter em mãos informações que jamais serão divulgadas pela imprensa venal.
Uma Maravilha do Mundo No dia 28 de agosto de 1984 o líder revolucionário Muamar Kadafi lançou a pedra fundamental do projeto do Rio Artificial na cidade de Sarir. No dia 28 de agosto de 1986 inaugurou o primeiro passo desse projeto, a usina de Brega, responsável pela fabricação de tubos para a canalização do grande rio. A maior obra arquitetônica do nosso século – o Grande Rio Artificial, cuja maior parte já está concluída – representa a vitória do homem sobre o deserto. Extensas áreas do Sahra serão e estão sendo reflorestadas com a produção de alimentos. Atualmente a situação da água potável na Líbia, excetuando a água dos poços artesianos, oásis e rios, o país importa da Europa 0.74m3, transporta em barcos 1.05m3. O rio artificial será responsável por 14.7m3, praticamente solucionando o problema da falta de água potável no país. Além disso, dará um grande impulso na agricultura local, através de projetos de irrigação em toda a extensão da tubulação (transformando em terras férteis 135.000 hectares para produção de 270.000 toneladas de cereais, 760.000 toneladas de forragens e vastas quantidades de frutas e verduras) que vai de Kufra e Benghazi e a Trípoli, de Al Jaghbud a Tobruk e Darnah; de Ghadames a Zawiyah, e de Bani Walid a E Jebel Hasouna Wellfield. Comentando o projeto, o arquiteto e líder Muamar Kadafi afirmou: ‘’O projeto de construção do Grande Rio Artificial é a última tentativa histórica, de monumental envergadura, visando salvar a vida no Norte da África’’. Algumas comparações matemáticas podem dar a idéia da grandiosidade desse projeto ignorado pela mídia internacional: 1 – Os 5 milhões de toneladas de concreto utilizado na fabricação da tubulação do rio são suficientes para construir uma rodovia ligando Syrta na Líbia à Bombaim na Índia. 2 – A soma dos cabos de metais utilizados na fabricação da tubulação é suficiente para dar a volta na Terra 280 vezes. 3 – O total de cimento e areia utilizada na construção do projeto é suficiente para construir 20 pirâmides do tamanho da grande pirâmide de Khoufu no Egito. 4 – Os 3.500 km de extensão do projeto equivalem às fronteiras dos países da Europa ocidental. É de se admirar, portanto, que uma obra de tal envergadura não seja noticiada pelos veículos de comunicação do Ocidente, porque é a maior obra arquitetônica do nosso século, e pela sua importância econômica e ecológica, merece ser inscrita entre as Maravilhas do Mundo. A base militar norte-americana em Trípoli No dia 22 se setembro de 2002 fomos transportados por vans a Faculdade de Enfermagem – onde ficamos alojados – até o aeroporto doméstico de Trípoli. Um avião russo IL62M/VIP nos aguardava para a viagem a Syrta. Trata-se de uma das aeronaves mais modernas e confortáveis do mundo, utilizada para transportar autoridades e governantes até a cidade administrativa de Syrta. Todas as poltronas tem padrão 1° classe, salas de reuniões com mesas e todo o conforto possível. A tripulação russa e ucraniana recebeu-nos com sorrisos de boas vindas. A tecnologia desse avião é tão avançada que nos momentos de pouso e decolagem os passageiros não sentem nenhuma vibração ou choque dos pneus na pista. Uma câmera colocada no bico da aeronave transmite simultaneamente todo o vôo através de monitores nas paredes do avião. O passageiro tem a impressão de estar na cabine do piloto porque acompanha tudo que se passa à frente do avião. Durante o trajeto os jovens russos e ucranianos participantes do encontro foram distinguidos pela tripulação com atendimento especial. Durante o percurso até o aeroporto, as vans utilizaram a entrada privativa dos militares líbios, passando pelo meio do que restou de uma base militar norte-americana – na época, a maior base dos EUA no exterior. Os motoristas reduziram a velocidade para que pudéssemos ver dezenas de prédios de alojamentos de soldados e oficiais norte-americanos, refeitórios, igrejas, galpões e munições, depósitos de bombas etc. Tudo abandonado, apodrecendo no tempo. Uma visão do decadente poderio militar norte-americano em terras árabes líbias. A base serve de exemplo para aqueles que por lá transitam, para que não esqueçam que um dia o inimigo esteve em território líbio. Mas, durante a revolução AlFateh, em 1° de setembro de 1969, os líbios liderados por Muamar Kadafi colocaram os norte-americanos para correr, e correram tanto que deixaram na base militar 6 aviões bombardeiros, além de falta munição, bombas e equipamentos que apodrecem no tempo. A antiga base militar é uma cidade fantasma, lugar maldito, antiga morada das tropas do mal: imperialismo, sionismo, fascismo e racismo. Aqui os militares norte-americanos fugiram em debandada. Cães de guerra covardes e prepotentes, deixaram na Líbia uma prova concreta se seu fracasso e derrota frente a um povo soberano que se levantou em armas e dignidade. Os líbios mais velhos contam que durante o funcionamento da base militar, os militares estrangeiros zombavam dos costumes e tradições árabes: traziam bebida alcoólica, se embebedavam, apostavam corridas pelas ruas da cidade com veículos militares, atropelavam pedestres, disseminavam a prostituição e o uso de drogas. Desfilavam pelas ruas com armas modernas, orgulhosos e prepotentes, exatamente como fazem até os dias de hoje em todos os países onde possuem bases militares. Esses animais fardados promoveram em El Salvador e Nicarágua os piores crimes sexuais já perpetrados, não poupando nem mesmo crianças nativas. No Japão a população exige nas ruas o fim das bases militares norte-americanas diante dos casos de estupro e violação de meninas, mas o governo japonês é importante diante do acordo de rendição do pós-guerra. Ao ver o que restou da base militar norte-americana em Trípoli é possível imaginar porque até os dias de hoje o governo dos EUA continua com suas campanhas de mentiras e calúnias contra a Líbia e seu líder Muamar Kadafi. A fuga dos soldados norte-americanos daquela base representou um duro golpe nas pretensões dos ianques de controlar o petróleo da região e submeter o povo árabe líbio. Hotel em Syrta Syrta é uma cidade localizada em um golfo do mar mediterrâneo, em território líbio. Em Syrta começou o ataque terrorista norte-americano à Líbia em 1986. A cidade é próspera, embora esteja localizada em um deserto dos mais agrestes. É a cidade administrativa da Líbia, onde se localizam os ministérios e onde o Kadafi reside, em uma tenda no deserto. Quando o avião russo desceu na pista do aeroportp encontramos um clima próximo soa 40 graus. Alguns minutos depois fomos transportados por ônibus até o hotel. Durante o trajeto, pela janela do ônibus olhávamos a paisagem desértica, o terreno árido, pedregoso. Algumas vegetações não passavam de 1,5 metro de altura. Raras casas com poços artesianos, até chegar à cidade de Syrta, onde as ruas asfaltadas e bem sinalizadas mostravam residências de ótimo padrão, edifícios modernos. Em quase todas as casas havia antenas parabólicas e aparelhos de ar-condicionado. É difícil para nós, de país com árvores altas e frondosas, imaginar como possa ser possível viver em uma região desértica como esta, sem árvores, a não ser pequenas moitas que não são suficientes para fazer sombra a uma casa ou pessoa, ou alguns raros locais com árvores de médio porte. O hotel em Syrta tem padrão 5 estrelas. Os prédios têm dois andares e são interligados entre si. Por volta das 23 horas fomos avisados para deixar os quartos e se dirigir ao ônibus. Finalmente tínhamos a certeza de que encontraríamos o líder. Durante algumas vezes tivemos a possibilidade da visita, mas era algo incerto. Agora, não! A certeza toma conta de todos e os corações batem mais acelerados. Como será ver pessoalmente um líder que é caluniado pela imprensa ocidental, a serviço dos interesses hegemônicos norte-americanos? O homem que, vindo do deserto, construiu uma nação próspera e soberana, solidária com todos os povos que lutam pela liberdade em qualquer parte do mundo. Na maioria das nações vemos governantes marionetes de interesses das potências estrangeiras, e são raras as exceções, são raros os governantes com coragem e inteligência para dar um basta ao imperialismo, ao sionismo, ao fascismo e ao racismo. E por sua coragem e dignidade, Kadafi pagou um preço muito alto: sua filha caçula morreu durante o ataque norte-americano à Líbia em 1986. A agenda do líder é muito concorrida, além dos lideres africanos que construíram – sob a liderança de Kadafi – a União dos Estados Africanos, ele recebe dirigentes políticos, lideranças sindicais e indígenas de diversas partes do mundo, além de se ocupar dos problemas internos da Líbia. Portanto, um encontro com ele é raro, muito difícil de acontecer. Mas aquele era o nosso dia de sorte, e lá estávamos nós, espremidos dentro de um ônibus, jovens de diversos países do mundo, todos idealistas, empenhados na construção de um mundo melhor, apesar das mentiras divulgadas diariamente – verdadeira ‘’lavagem cerebral’’ – pelos meios de comunicação estrangeiros à serviço do governo imperialista norte-americano. Ao meu lado alguns africanos membros de Movimentos pela Democracia Direta e Comitês Revolucionários. Um deles havia me confidenciado, dias antes: ‘’alguns países africanos já estão fazendo guerra por água. Em breve o Brasil estará ameaçado pelos norte-americanos que desejam conquistar a Amazônia, a principal reserva de água potável do nosso planeta. ‘’A afirmação é correta porque segundo estimativas de cientistas sociais, nos próximos 15 anos o planeta não terá água potável para atender 50% da população mundial. A Amazônia é o maior banco genético do mundo, responsável pela produção de 1/5 da água doce do planeta. Essa riqueza com certeza já está na mira do governo norte-americano, que age como um exército de gafanhotos pelo mundo, saqueando e dilapidando as riquezas dos povos em benefício de sua população praticante da cultura do desperdício de sua população praticante da cultura do desperdício. Mas à frente, no ônibus, jovens de movimentos ecológicos, pacifistas, de democracia direta, entre outros, representantes de ONGs de defesa dos direitos humanos, movimentos de mulheres, movimentos indígenas, entre outros. Pessoas que cruzaram oceanos, desertos, países e continentes, para se reunir com irmãos com o mesmo objetivo comum: construir um mundo melhor, apesar de tudo e de todos, apesar dos governos e das potências atômicas e nucleares, apesar do império da mentira e suas agências de notícias internacionais. Apesar das forças do mal dominarem os principais meios de comunicações, empresas multinacionais e governos do mundo. Este não é o mundo do bem, como provam as guerras, terrorismos e massacres em diversas partes do mundo, mas todas as nações tem filhos que sabem identificar onde está o bem e onde está o mal, e por isso se lançam à luta, não importando as ameaças e sacrifícios que possam sofrer, porque em jogo está o futuro da humanidade, do planeta, dos povos irmãos. Jesus Cristo, Profeta Mohamed, Martin Luther King, Ernesto Chê Guevara, Fidel Castro, Hugo Chavez, Gamal Abdel Nasser, Muamar Kadafi, são tantos os exemplos que a humanidade teve na luta pelos direitos dos homens, pela justiça e liberdade, que será impossível para o governo norte-americano impor sua doutrina de exploração e dominação do mundo. Os rebeldes – como na Roma antiga, como em Sierra Maestra, Venezuela, Líbia – se levantarão na defesa de seus povos, de sua terra, e por lutarem pela verdade, não haverá força que os detenha, nem nunca houve na história da humanidade império que se eternizasse. O presidente Bush fala em "eixo do mal" para justificar a ação terrorista de seu governo, bombardeando nações e povos, investindo fortunas na construção de bombas atômicas suficientes para destruir o nosso planeta. As armas norte-americanas servem para assassinar, diariamente, homens, mulheres, velhos e crianças. Seres inocentes cujo único crime é nascer em um país com riquezas cobiçadas pelos ianques – petróleo, reservas minerais, ecossistemas etc. Os latino-americanos são aqueles que se destacam em todos os eventos: cantam, gritam palavras-de-ordem, agitam e tumultuam os ambientes com sua alegria espontânea que contagia a todos. À nossa frente alguns latino-americanos começam a cantar:’’alerta, alerta, alerta que caminha, a espada de Bolívar pela América Latina’’. Passam-se alguns minutos e a palavra-de-ordem volta modificada: ‘’Alerta, alerta, alerta que caminha a espada de Kadafi pela Jamahiriya’’. Jamal sugere: ‘’Alerta, alerta, alerta que caminha, as idéias de Kadafi pela América Latina’’. Os africanos estão calados, preferem cantar suas próprias palavras-de-ordem, mas os árabes se somam aos latinos e cantam juntos. A estrada que percorremos segue pelo deserto, quase 90 quilômetros depois surge a primeira barreira policial. O motorista e os líbios são identificados e seguimos em frente. Alguns quilômetros depois e entramos em um clima que parece cinematográfico. Do deserto árido, onde a vista alcança longe, surgem caminhonetes – Mitsubishi, Honda, Mercedes, Land Rover e outras marcas – com membros da guarda de Kadafi. A impressão que temos é que as caminhonetes estavam semi-enterradas, estacionadas em buracos cavados estrategicamente. Os veículos surgem do nada, em disparada, fream à nossa frente. Os guias são identificados e as caminhonetes desaparecem no deserto como surgiram, rapidamente. Alguns quilômetros á frente e a cena se repete. Do ônibus podemos ver, quando os faróis estão todos acesos, algumas pontas de mísseis terra-ar e terra-terra escondidos em arbustos. Talvez sim, talvez não, a claridade não é suficiente para ter certeza. Com certeza, estamos chegando. Ao longe avistamos três tendas árabes, enormes. Ao lado, veículos da guarda de Kadafi, militares uniformizados, do exército e da aeronáutica. O ônibus estaciona do lado da primeira tenda, Descemos do ônibus deixando as máquinas fotográficas e materiais em metais. Passamos por uma porta com detector de metais, e militares revistam a todos. Seguimos em direção a uma dês tendas, como lindos tapetes, e cadeiras de plástico. Todos se acomodam. Os escolhidos para falar com o líder sentam-se à frente, tendo ao lado os tradutores. Um russo, um africano, e dois latino-americanos, entre os quais me encluo. Ao lado, dezenas de xícaras onde será servido o chá. O silêncio é total, apesar da presença de 50 convidados. Kadafi entra em cena Ao entrar na tenda árabe em pleno deserto de Syrta, Muamar Kadafi surpreendeu a todos porque se fazia acompanhar os jornalistas e fotógrafos. Os seguranças estavam a postos, mas nas proximidades, sem ostentação ou excessos. Os africanos começaram a saudação cantando palavras-de-ordem e repetindo a palavra ‘’Kadafi’’. Os demais participantes acompanhavam batendo palmas. Kadafi sentou-se em uma cadeira de plástico, a exemplo dos demais participantes, tendo à sua frente uma pequena mesa de madeira. Um dos organizadores do encontro passou o microfone a Kadafi, que falou tranqüilo e pausadamente, mas com firmeza e determinação. A imprensa ocidental nos últimos anos tem publicado notas sobre uma possível doença de Kadafi, ou que ele estivesse envelhecendo rapidamente e aparentasse cansaço. Na verdade, à nossa frente está um homem que não se deixou levar pelos costumes e hábitos ocidentais decadentes, nem tampouco abusou de sua condição de líder em proveito próprio. Ele manteve seus costumes e tradições, levando uma vida simples e saudável, a ligação com o deserto, e talvez tudo isso tenha contribuído para a sua excelente forma física. Ele aparenta ter 20 anos a menos que sua idade real. As lutas e batalhas travadas contra o inimigo imperialista não o enfraqueceram; ao contrário, fortaleceram. A milenar medicina chinesa afirma que entre os segredos da longevidade está a necessidade do homem lutar pela justiça, pelo direito, pelo bem, sonhar um sonho e lutar para realizá-lo. Kadafi dedicou sua vida ao sonho de construir um mundo melhor, conquistando inicialmente a libertação do seu povo do domínio estrangeiro com a revolução AlFateh, há 33 anos atrás. Fechou a maior base militar norte-americana no exterior que havia em Trípoli. Transformou o país em uma base de luta internacional contra o imperialismo, o racismo, o sionismo e o fascismo. Criou as bases filosóficas da Terceira Teoria Universal, o Livro Verde. Construiu a União dos Países Africanos. Tarefas hercúleas que gravaram seu nome no panteão dos grandes homens da humanidade. Ao iniciar seu discurso Kadafi citou o nome de Alláh – um costume mulçumano – saudou os presentes dando-lhes as boas vindas, falando de sua satisfação em ver tantos jovens dispostos a viajar de seus países distantes para se reunir na Jamahirya Líbia, trocar idéias para construir um mundo melhor. Falando sobre a Terceira Teoria Universal – o Livro Verde, Kadafi afirma que é a melhor forma de acabar com a exploração, a escravidão, as injustiças, a fome e a miséria, as guerras e o terrorismo, porque somente a Era das Massas, a instauração do Poder Popular, é capaz de derrotar os sistemas ultrapassados de pensamentos político que hoje infelicitam os povos. Ele lembra que defende a nível mundial a eliminação dos Exércitos e das Forças Armadas, porque é inadmissível que as potências imperialistas gastem verdadeiras fortunas para construir armas de destruição, que servem para assassinar homens, mulheres, velhos e crianças indefesas, em guerras por conquista de mercados ou para imposição de idéias e ideologias. Os inimigos da humanidade – afirma Kadafi – são o imperialismo, o sionismo judaico, o racismo e o fascismo, que se unem para atacar os povos e impedir a construção de um mundo melhor para todos. Sobre o governo dos Estados Unidos da América, Muamar Kadafi diz que é um governo controlado pelas 400 famílias mais ricas daquele país. Eles decidem quem serão os candidatos e quais aqueles que devem se eleger, , e se algo sair errado, como nas últimas eleições, eles recorrem à fraude eleitoral para impor o candidato George Bush, filho de uma das 400 famílias citadas, para que defenda seus interesses econômicos. A democracia americana é uma grande farsa, uma fraude, uma mentira para enganar as pessoas. No caso de Bush, por exemplo, ele foi eleito por menos de 25% da população. Apenas pouco menos de ¼ de norte-americanos votaram em Bush, porque os demais votos foram destinados a candidatos de oposição, abstenções e votos nulos. Mas esse candidato de 25% da população norte-americana decidirá os destinos de 100% dos norte-americanos, isto é, o candidato de uma minoria da população vai impor seus pensamentos reacionários e suas idéias belicistas para a maioria da população. Isto é uma ditadura, e não uma democracia. Com o respaldo de 25% dos votos de válidos, Bush vai decretar guerras, invadir países, promover o terrorismo de Estado, em nome da maioria dos norte-americanos, que não aceita e não concorda com essa política. Quando um governo não se submete aos interesses do governo norte-americano, mesmo tendo sido eleito pela maioria dos votos do seu povo, como no caso de Hugo Chavez da Venezuela, ele sofre conspirações e golpes de Estado patrocinados pelo governo norte-americano. O governo de George Bush decidiu romper com as convenções internacionais responsáveis por algum equilíbrio na política internacional: não cumpre a Convenção de Genebra no tratamento dos prisioneiros em Guantânamo; não assinou o Protocolo de Kioto para preservar o meio ambiente; não acata as decisões das Nações Unidas que ferem seus interesses hegemônicos. A situação da Palestina é outro exemplo de terrorismo de Estado a serviço do racismo, do sionismo, fascismo e imperialismo. Os israelenses sionistas, com o apoio do governo dos Estados Unidos, invadiram uma terra que não lhes pertence - a Palestina – e tenta através de massacres sistemáticos, submeter o povo árabe palestino. A nova agressão ao Iraque é um perigo mundial. Os imperialistas afirmam que o Iraque está desenvolvendo armas de destruição, mas na verdade foram os imperialistas que ajudaram o governo racista de Israel a construir bombas atômicas, para ameaçar os países árabes da região. O governo norte-americano investe milhões e milhões de dólares para construir armas químicas, bacteriológicas e atômicas, diante do silêncio da mídia ocidental globalizada. Portanto, para construir um mundo melhor temos que derrotar o imperialismo, o racismo, o fascismo e o sionismo. E essa luta deve ser permanente e incansável, com cada um fazendo o seu trabalho em seu país, esclarecendo as massas sobre a luta para conquistar o Poder Popular, a Era das Massas, onde não haverá empregados, mas sócios; onde cada um será dono da casa onde habita; onde a verdadeira democracia será conquistada através do exército do poder pelo próprio povo, porque não há substitutos para o poder popular.’’ Terminada a palestra, três participantes se revezaram falando sobre a situação política de seus países, e destacando a necessidade de promover um intercâmbio mundial na construção de um mundo mais justo e mais solidário. O primeiro a dirigir a palavra ao líder Muamar Kadafi foi o representante da delegação nicaragüense, que falou agradecendo o apoio do líder à revolução sandinista; admitiu que os sandinistas não souberam transferir o poder popular ao povo, motivo pelo qual foram derrotados nas eleições que se seguiram naquele país. Em segundo lugar falou o representante da delegação russa sobre a falência do comunismo, o enriquecimento ilícito dos antigos dirigentes do Partido Comunista russo, e a necessidade de conquistar o verdadeiro poder popular, a democracia direta. O terceiro escolhido a falar foi o representante de um país africano. Após agradecer o empenho vitorioso de Kadafi na construção da União Africana, que fortalecerá a luta pela soberania dos povos africanos e a busca da paz no continente, ele lembrou as vítimas do flagelo da AIDs e pediu mais apoio internacional para o problema. Em quarto lugar, para finalizar o encontro, tive a honra de falar ao líder, nos seguintes termos: ‘’Durante as últimas décadas, mas precisamente. Há 33 anos, a revolução AlFateh provou ao mundo que o deserto é fértil. Nasceu no deserto da Líbia um movimento político jamahiriano que colocou acima de qualquer interesse a construção da Era das Massas, onde o povo deverá assumir o poder sem representantes e sem a falsificação da democracia. O movimento cresceu e conquistou lutadores pela liberdade em diversos países e continentes. E hoje, aqui reunidos, representantes de movimentos que defendem a democracia direta, a Terceira Teoria Universal, em 56 países, podemos comprovar que o deserto é fértil porque a semente plantada há 33 anos germinou, evoluiu e produziu um movimento político internacional dos mais efetivos e fortes, porque forte é a decisão dos povos em conquistar a liberdade e a verdadeira democracia. A construção do Grande Rio Artificial está pintando de verde antigas paisagens estéreis de areia e desolação no deserto da Líbia. É a maior obra arquitetônica deste século, e para provar que o deserto é fértil, é uma obra que valoriza a vida e não a morte, a construção e não a destruição, a paz e não a guerra. Não importa que a imprensa ocidental publique mentiras e calúnias contra os povos soberanos que conquistaram sua liberdade, como o povo da Jamahiriya Árabe Líbia, porque a verdade sempre virá à tona, e no tempo certo – os povos vão se unir, como neste Segundo Encontro Internacional, dar as mãos e caminhar decididos na conquista de um mundo de paz, fraternidade, liberdade e justiça. Viva a Revolução AlFateh e todos os seus seguidores sob a liderança de Muamar Kadafi! Viva a luta mundial pela democracia direta, pela paz e pela justiça! Abaixo os inimigos da humanidade: os racistas, os fascistas, os imperialistas e os sionistas! Sob aplausos de árabes, latino-americanos, asiáticos, europeus e pessoas dos mais diversos países, foi encerrado o encontro, e Muamar Kadafi se despediu dos participantes que voltaram a cantar palavras-de-ordem. Kadafi deixou o local e se dirigiu à tenda onde reside com a família em pleno deserto de Syrta. Os participantes do encontro voltaram de ônibus ao aeroporto e tomaram um vôo a Trípoli, por volta das 2 horas da madrugada. No dia seguinte embarcamos rumo a Amsterdan, onde ficamos 2 dias aguardando vôo para o Brasil.